Connexions, o remix de conteúdos educacionais.

Nesta palestra (legenda em espanhol), Richard Baraniuk, professor da Rice University, explica a visão por trás do Connexions, um sistema educacional que tem por objetivo permitir que professores criem, compartilhem e façam o remix de conteúdos educacionais para criar cursos, livros e relatórios.

Connexions é um excelente exemplo de tecnologia molecular, termo sugerido por Pierre Lévy para denominar as tecnologias que permitem o controle da mensagem bit por bit, ao contrário das tecnologias molares (TV, jornal, rádio…) onde o controle da mensagem é central.

Entre as principais vantagens da utilização do Connexions, destaco:
a) a possibilidade do professor criar livros e relatórios personalizados para suas disciplinas;
b) estabelecer links e evidenciar relações ocultas com temas de outras disciplinas;
c)otimização da inteligência coletiva;
d) reduzir custos de produção pela eliminaçao de intermediários (para uma boa discussão sobre produção colaborativa ver o livro de The Wealth of Network, de Yochai Benkler);
e) atualização instantânea e sem custo;
f) suporte para a criação de conteúdos abertos (open educational content), aproximando a Educação com a cultura livre (ver Cultura Livre,  de Lawrence Lessig).

José Erigleidson

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Por uma inteligência para além dos macacos de Andrew Keen

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Imagem sob licença Creative Commons: Toby Simkin

Hoje comprei   “O Culto do Amador“, de Andrew Keen. O livro é polêmico porque vai na contramão da deificação da internet com espaço para a inteligência coletiva. O autor prefere colocar em foco a estupidez coletiva em escala planetária. Para Keen, a internet é um instrumento nas mãos de macacos exuberantes (os humanos) que praticam todos os tipos de asneira em rede (o autor recorre ao “Teorema do Macaco Infinito”, proposto pelo biólogo evolucionista T.H. Huxley).

Keen não está completamente errado ao expor a estupidez coletiva, mas, assim como o rei Thamus, em Fedro de Platão, que argumenta contra a escrita, a mais nova invenção do deus Theuth, seus argumentos incorporam apenas parte da verdade.

Não me agrada nenhum um pouco visões fundamentalistas sobre esse ou qualquer outro assunto. Quando falamos do humano seria possível separar o bem do mal? A inteligência da estupidez? Na minha opinião, as tecnologias encarnam o bem e mal, assim com a inteligência e a estupidez do humano.

Vejo nos argumentos de Keen uma oportunidade para o projeto da inteligência coletiva. Sim, sou um otimista, não nego. Sou da linha de Nicholas Negroponte, de Pierre Lévi e de Alvin Toflen. Vislumbro também a possibilidade de uma educação para a inteligência coletiva. Ora, não podemos nos render a mediocridade.

Não tenho a ingenuidade de achar que a tecnologia é elixir salvífico da humanidade, mas como em Sodoma e Gomorra, precisamos fazer intervenções em nome dos justos. É preciso tecer a “engenharia do laço social”, pois é esse o projeto da inteligência coletiva proposto por Lévy.

Para reverter esse cenário aviltante, evidenciado por Andrew Keen, será preciso, dentre outras coisas,  fazer uma reapropriação das pedagogias da valorização do humano. Precisamos inventar uma educação para a inteligência coletiva que salve nos mesmos das consequências imprevisíveis da nossa estupidez coletiva.

José Erigleidson da Silva

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Por dentro da web


Para entender a internet – noções, práticas e desafios da comunicação em rede é o título do livro que acaba de ser lançado na própria web. Gratuita, escrita por especialistas da área e com uma linguagem bastante acessível, a obra tem o objetivo de explicar para o público em geral tudo o que sempre se quis saber e perguntar sobre a internet.

Os temas são apresentados por quem entende do assunto. Entre os autores: Edney Souza, um dos blogueiros mais conhecidos do país; e Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, que discute sobre micro-blogging. Há também textos de Sérgio Amadeu, ativista do software livre, e de Ronaldo Lemos, da Fundação Getúlio Vargas, que explica o que é o Creative Commons.

“O leitor perceberá que os textos vão além das simplificações e dos modismos. Mais que artigos informativos, eles incluem vivências, dúvidas e opiniões de quem está na linha de frente, descobrindo para que serve a internet. O que o leitor encontrará é, portanto, bem diferente de uma coleção de verbetes enciclopédicos, a começar pelo tom informal e convidativo, livre de jargões ou academicismos”, explica Juliano Spyer, organizador da obra.

Clique aqui e acesso o livro – http://www.paraentenderainternet.blogspot.com/

Izabel Leão

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