A valorização das competências pela IC

“Um exemplo das possibilidades abertas pelo ambiente colaborativo é a preparação de um livro, algo que já foi feito em conjunto pelos alunos da rede municipal. Isso incluiu não só os textos, mas também a criação de ilustrações, o design da capa e a formatação final. O material foi impresso e entregue a órgãos municipais no fim do ano passado.”

O trecho acima foi retirado de uma matéria que fala de experiências bem sucedidas do uso de notebooks na escola (aqui) . Tais iniciativas, como se pode perceber nesse exemplo, ampliam as possibilidades do trabalho colaborativo e da ocorrência da inteligência coletiva na sala de aula.

Na economia, Don Tapscot fala do prosumer (produtor-consumidor) . Na educação on line , o  prof. João Mattar , do aututor. Eu aposto na figura do aluno produtor de conteúdos, em inglês,  Student Generated Content.

Os Nativos Digitais são mais propensos à colaboração do que seus predecessores. Assim, é preciso que os educadores estejam preparados para aproveitar esse potencial emergente, mobilizandos e articulando  competências. 

Segundo um relatório produzido pelo Pew Intern and American Life ,  assinado pelo prof. Henry Jenkins, mais da metade de todos adolescentes americanos são criadores de conteúdo em mídias digitais e um terço dos adolescentes que usam a internet compartilham suas produções na rede. Em muitos casos, esses estão envolvidos na chamada “cultura participatória”.

A participatory culture is a culture with relatively low barriers to artistic expression and civic engagement, strong support for creating and sharing one’s creations, and some type of informal mentorship whereby what is known by the most experienced is passed along to novices. A participatory culture is also one in which members believe their contributions matter, and feel some degree of social connection with one another (at the least they care what other people think about what they have created).

 Aos poucos as escolas preparam a infraestrutura tecnológica para o suporte da inteligência coletiva, mas ainda será preciso desenvolver as competências essências para a IC, tanto aquelas relacionadas à instituição quanto às ligadas aos alunos e professores.  Será preciso que as escolas se tornem um exemplo de colaboração em todas as suas dimensões. Os professores precisarão se tornar engenheiros do laço social, pois isso sim será fundamental para a emergência da inteligência coletiva na Educação.

José Erigleidson da Silva

Share/Save

Leave a Reply

Share/Save/Bookmark