4 mulheres em uma sala do 3º andar

Quatro mulheres, computador, projetor e um “pequeno” desafio: “o que é comunicação?”

Como se não bastasse responder sobre o complexo tema, ainda precisávamos explicitar as atividades da comunicação que exercíamos e que seriam desenvolvidas nos próximos dez anos.

Simples, não? Falta apenas um detalhe: tudo isso em um único parágrafo.

(…)

Mas mulher é bicho forte e como tal, nos pusemos a pensar.
Foi uma experiência ímpar e por isso a registro.
Claro que já havia vivido outras, mas por meio dessa consegui visualizar (após vivenciar) características da inteligência coletiva a que Pierre Lévy se refere.

A mobilização daquelas quatro inteligências envolveu nossos conhecimentos técnicos, teóricos, nossas experiências e sensibilidades em tamanha profundidade que poucas vezes vivi. A inteligência está distribuída por toda a parte, o saber não é nada além do que as pessoas sabem. Cada uma sabia um pouco, juntas sabíamos muito.

Complementávamos umas às outras, em um autêntico processo colaborativo, no qual todos estão imersos em uma só ação. Nossos saberes individuais cresciam, a partir do saber compartilhado. Quando o conhecimento se distribui, aumenta.

Nossas competências foram fortemente animadas porque conseguimos identificá-las e reconhecê-las em toda sua diversidade.

  • Na era do conhecimento, deixar de reconhecer o outro em sua inteligência é recusar-lhe sua verdadeira identidade social, é alimentar o ressentimento e sua hostilidade, sua humilhação, a frustração de onde surge a violência.

Nossos saberes eram articulados em tempo real, o que nos permitia interagir em uma paisagem móvel de significações, mas fora do ciberespaço a que Lévy destaca como lócus privilegiado para a comunicação humana em nosso tempo. Neste caso, estávamos territorializadas, em uma sala do terceiro andar.

E dessa construção coletiva, que certamente não esqueceremos tão cedo, saímos valorizadas e identificadas de um modo novo e positivo,

cinco horas depois, com o parágrafo mais complexo e bonito que já construí colaborativamente.

Jaciara de Sá Carvalho

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Comunidades dos novos tempos

Reflexões a partir da leitura do texto Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comunidades pessoais, inteligência coletiva, de Rogério da Costa, publicado na Revista Interface – Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu, maço/agosto.2005.

Este texto trata da transmutação do conceito de “comunidade” em “redes sociais”. Esta mudança se deve em grande parte à explosão das comunidades virtuais no ciberespaço, fato que acabou gerando uma série de estudos não apenas sobre essa nova maneira de se fazer sociedade, mas igualmente sobre a estrutura dinâmica das redes de comunicação. No centro dessa transformação, o autor discute conceitos como capital social, confiança e simpatia parcial, para que possamos pensar as novas formas de associação que regulam a atividade humana em nossa época.

O autor desenvolve seu raciocínio apresentando de maneira breve e bastante pertinente conceitos importantes de comunidade, por meio de vários autores.

Costuma-se inferir, segundo o texto, que as comunidades antigamente eram mais consistentes e duradouras do que aquelas dos dias de hoje, e que as pessoas hoje tendem mais à solidão do que em outros tempos. No entanto, o que temos agora são novas formas de organização das comunidades, em parte em decorrência das novas tecnologias. Formar comunidades livres de amarras geográficas e temporais é algo um tanto novo que ainda poderá trazer grandes surpresas a nossa vida em sociedade.

Segundo o autor, “há muito ainda a se aprender sobre a formação de redes sociais, a afluência de idéias e informações por meio de associações humanas no ciberespaço. O que já está claro, para a multidão que povoa o mundo virtual, é que estamos diante de um fenômeno que nos força a pensar diferentemente a maneira como nos organizamos em grupos e comunidades”.

Wanderlucy Czeszak

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MBA em Mídias Digitais

Estão abertas as inscrições para o MBA em Mídias Digitais da Univali. O curso de especialização tem 35 vagas e começa em abril no campus de Itajaí. As inscrições vão até 31 de março, e ex-alunos da Univali tem 15% de desconto sobre as mensalidades.
Com duração de 18 meses, o MBA é voltado para graduados em Comunicação Social, Ciências da Informação, Design Gráfico, Licenciaturas, Bacharelados em Humanas, Ciências Sociais e Artes, além de áreas afins. O público alvo é extensivo ainda a profissionais de instituições públicas ou privadas que tenham relação com produção de conteúdo e processos editoriais para mídias digitais.
O MBA em Mídias Digitais é uma iniciativa multidisciplinar, que reúne professores mestres e doutores de campos distintos do conhecimento: da Comunicação ao Design, passando pela Informática e Educação. Foram convidados ainda professores de outras instituições, como as universidades federais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As aulas acontecerão em modernos e bem equipados laboratórios na Univali, quinzenalmente, sempre às sextas (à noite) e sábados (manhã e tarde). O currículo está apoiado em três unidades, cada um com 120 horas. Cada unidade reunirá quatro disciplinas, um seminário e um oficina, totalizando 18 atividades em sala de aula.

Conheça a grade curricular:
Unidade I – Tecnologia e Sociedade
Comunicação e interação mediada por computador (24 horas)
Tecnologia e a informação estratégica (24 horas)
Teorias da Cibercultura (24 horas)
Educação e Comunicação (24 horas)
Seminário: Análise crítica de mídia digital (12 horas)
Workshop: Webwriting (12 horas)

Unidade II – Comunicação Digital
Convergência de mídias (24 horas)
Sociedade em Rede (24 horas)
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (24 horas)
Hipermídia e o texto na internet (24 horas)
Seminário: Media Training (12 horas)
Workshop: Webdesign (12 horas)

Unidade III – Produtos Digitais
Produção multimídia (24 horas)
Jogos digitais e plataformas de entretenimento (24 horas)
Ferramentas colaborativas (24 horas)
Metodologia da Pesquisa (24 horas)
Seminário: Direitos autorais na web (12 horas)
Workshop: Produção Multimídia (12 horas)

Saiba quem são os professores:
- Dr. Alex Primo – UFRGS
- Dr. Flávio Anthero Nunes – UNIVALI
- MsC. Valquíria Michela John – UNIVALI
- MsC Carlos Castilho – ASSESC
- MsC Sandro Lauri Galarça – UNIVALI
- MsC Mary Vonni Meurer de Lima – UNIVALI
- MsC Vera Lúcia Sommer – UNIVALI
- Dr. Luís Fernando Máximo – UNIVALI
- MsC. Laura Seligman – UNIVALI
- Esp. Tiago Ficagna – UNIVALI
- Dra. Maria José Baldessar – UFSC
- Dr. Rudimar Scaranto Dazzi – UNIVALI
- Dr. Rogério Christofoletti – UNIVALI

Inscrições:

De 2 de fevereiro a 31 de março. Para isso, junte:
* Formulário para Inscrição totalmente preenchido;
* Diploma de conclusão de graduação (cópia autenticada);
* Histórico escolar de graduação (original ou cópia autenticada);
* “Curriculum Vitae” resumido (atualizado);
* Carteira de Identidade e CPF (cópia);
* Uma foto 3×4 recente

Custos:
Inscrição (R$ 384,00) + 17 parcelas de R$ 384,00. Ex-alunos da Univali pagam R$ 326,00

Mais informações:
Gerência de Pós-Graduação da UNIVALI – Itajaí/SC – Bloco 5 sala 105
Rua Uruguai, 458 – Bairro Centro – Itajaí/SC – CEP 88302-202
Fone: 47-3341-7534 / 47-3341-7652

Contatos:
E-mail: mba.midiasdigitais@gmail.com
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54531828
Site: http://www.univali.br/modules/system/stdreq.aspx?P=3230&VID=default&SID=477966633789518&S=1&A=closeall&C=2737

Izabel Leão

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Sinergia?

Inteligência coletiva é um conceito surgido a partir dos debates promovidos por Pierre Lévy sobre as tecnologias da inteligência, conforme consta na  Wikipedia em português.

Uma rápida olhada na versão francesa nos traz a idéia de sinergia e de que é possível pensar em até resultados catastróficos quando se fala inteligência coletiva. Não deixa de ser interessante essa maneira de encarar o tema. Estariam corretas as afirmações traduzidas da Wikipedia francesa?

Este blog está aberto a vertentes e possibilidades a respeito da IC e não fechar questão sobre um tema que está começando a ser discutido e que promete muito.

Abaixo a versão francesa:

“Inteligência coletiva designa as capacidades cognitivas de uma comunidade resultante das múltiplas interações entre seus membros (ou agentes).

Os elementos trazidos ao conhecimento dos membros da comunidade fazem que tenham apenas uma percepção parcial do meio e não tenham consciência da totalidade dos elementos que influenciam o grupo.

Agentes com comportamento simples podem cumprir tarefas aparentemente muito complexas graças a um mecanismo fundamental que se chama sinergia.

Sob certas condições particulares, a sinergia criada por colaboração faz emergir capacidades de representação, de criação e de aprendizagem superiores àquelas de indivíduos isolados. O estudo da inteligência coletiva implica assim o estudo dos limites das interações entre os membros de um grupo, limites que conduzem a erros coletivos, por vezes, catastróficos.

As formas de inteligência coletiva são muito diversas e variam de acordo com os tipos de comunidades e membros que elas reúnem. Os sistemas coletivos podem ser, com efeito, mais ou menos sofisticados. As sociedades humanas em particular não obedecem regras de outros sistemas naturais, como por exemplo, do mundo animal.”

De modo modo simplicado, as características são:

  • uma informação local e individual: cada individuo possui apenas conhecimentos parciais do meio e não tem consciência da totalidade dos elementos que influenciam o grupo;
  • um conjunto de regras simples: cada indivíduo obedece a um conjunto restrito de regras simples em comparação ao comportamento do sistema global;
  • as interações são múltiplas: cada indíviduo está em relação com um ou muitos outros indivíduos do grupo;
  • a estrutura emergente é útil à coletiviadade: os indivíduos ganham beneficios em colaborar (às vezes instintivamente) e sua performace é melhor do que se ele estivesse sozinho.

Salete Soares

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Antes da inteligência coletiva, a inteligência.

Não tenho pretensão alguma de apresentar aqui, neste post, uma definição absoluta e definitiva a respeito do que seja inteligência, a intenção é menos pretensiosa, apenas desejo fazer uma breve introdução ao tema.

O mote das investigações do Grupo Nós é a inteligência coletiva, termo popularizado pelo francês Pierre Lévy. Antes, entretanto, de falar de uma inteligência coletiva (o que farei em outro post) antecede a pergunta “o que é inteligência?”, pois como nos lembra a professora Lucia Santaella: “temos que começar as coisas de seus começos, agarrá-las pela raiz, caso contrário, tornamo-nos presas de uma rede em cuja tessitura não nos enredamos e, por não nos termos enredado, não saberemos lê-la, traduzi-la.” Julgo importante esse exercício, uma vez que se fala agora, e cada vez mais, de uma inteligência coletiva, distribuída, anuncia-se a emergência do Cibionte, um macroorganismo constituído pelo conjunto dos homens e de suas máquinas, conceito proposto Rosnay. Somado a isso, temos ainda nossas teorias implícitas (não declaradas) de inteligência.

O que é Inteligência?

Em 1921, essa mesma pergunta foi feita pelos editores do Jornal of Educational Psychology a 14 psicólogos famosos da época. As respostas variaram, mas de um modo geral, eles acreditavam que inteligência envolve a capacidade de aprender e de se adaptar ao meio. Mais tarde, o conceito de inteligência foi ampliado, e incluiu a importância da metacognição, as visões das pessoas e seu controle sobre seus próprios processos de pensamento, além do papel da cultura, já que o que pode ser considerado como inteligente em uma cultura pode parecer uma estupidez em outra. Sterneber então define inteligência como “capacidade de aprender a partir da experiência, usando processos metacognitivos para melhorar a aprendizagem e a capacidade de se adaptar ao ambiente. Ela pode requerer diferentes adaptações em distintos contextos sociais e culturais.”.

Richard Gregory, professor de Neuropsicologia da Universidade de Bristol, nos traz dois conceitos bastante interessantes sobre inteligência. Para isso faz uso da metáfora da energia, potencial e cinética. Gregory sugere o termo inteligência potencial para referir-se ao conhecimento armazenado e o termo inteligência cinética para designar o processo. Termos distintos enquanto conceito, mas que se tocam e se imbricam na prática pois, segundo ele, “algum conhecimento é necessário para resolver problemas, e é preciso uma certa iniciativa para aplicar os conhecimento de forma apropriada.”. Para que esses termos fiquem mais evidentes, transcrevo, abaixo, trecho de seu artigo “Vendo a Inteligência”, do livro A natureza da Inteligência, organizado por Jean Khalfa:

“Quando Macbeth pergunta: ‘Diga-me onde você adquiriu essa estranha inteligência?’, ele está perguntando pela fonte do conhecimento ou informação. Tem o mesmo sentido que a ‘inteligência militar, o que não implica que os militares sejam especialmente brilhantes. Por outro lado, se dizemos que Einstein era inteligente, referimo-no ao que ele inventou ou descobriu, mais do que ao que ele aprendeu na escola ou posteriormente em sua vida. É porque o que ele disse não era ainda conhecido que vemos Einstein – e Newton, Faradey, Darwin e outros grandes inovadores – como excepcionalmente inteligentes. Não é a inteligência de conhecimento já existente. É a inteligência de descobrir ou criar novo conhecimento.”

Não poderia terminar este texto sem citar a Teoria das Inteligências Múltiplas proposta por Howard Gardner. Para esse autor, a inteligência não é um conceito único e indivisível, mas a soma de várias habilidades. Gardner identifica as seguintes inteligências: Lingüística, Lógico-Matemática, Espacial, Musical, Corporal-Cinestésica, Interpessoal e Intrapessoal.

Depois de todas essas considerações, eu pergunto, onde começa a inteligência coletiva no ciberespaço? Que tipo de inteligência? Seria apropriado falar de uma inteligência coletiva potencial ou cinética? Seria possível delinear uma cartografia cognitiva do grande cérebro planetário?.

José Erigleidson

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Primeira ação: Campus Party

Começa hoje, em São Paulo, o Campus Party Brasil 2009. E o Grupo Nós não poderia ficar de fora deste que é considerado o maior evento de inovação tecnológica e entretenimento eletrônico em rede do mundo.

Durante uma semana, quase 6 mil participantes compartilharão experiências e debaterão assuntos relacionados à tecnologia, à cultura digital, à Educação e ao entretenimento em rede.  Eles compartilharão presencialmente e a distância, já que blogs, twitters e outros ferramentas via Internet estarão conectados comentando e complementando tudo o que é visto e discutido por lá.

Já possível possível conferir o que está acontecendo via LiveStream, que agrega tudo o que é publicado na Internet sobre o evento, desde que use a palavra-chave (tag) #cparty.

Certamente poderemos ver exemplos de mobilização de Inteligência Coletiva (IC), considerando que o conceito que orienta o trabalho do Grupo Nós é atribuído ao filósofo Pierre Lévy, para quem a IC “é uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências”.

Vocês poderão acompanhar os posts do Grupo Nós a respeito do evento por meio do blog da Cidade do Conhecimento, a qual somos associados. Confira neste documento algumas atividades que nos interessaram.

Leiam, comentem e compartilhem seus conhecimentos conosco!

Jaciara de Sá Carvalho

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Grupo Nós, o começo.

Cheios de motivação, confiança e curiosidade, hoje inauguramos o blog do Grupo Nós. Nosso desafio é desvendar as conexões possíveis e ainda ocultas entre Inteligência Coletiva (IC) e Educação. Tal abordagem parece-nos muito apropriada para os dias atuais, caracterizado pelo conhecimento holístico e  pela necessidade do Pensamento Complexo,  conectando todos por meio de redes digitais.

Mas afinal o que é o Grupo Nós?

O Grupo Nós formou-se no primeiro semestre de 2008 a partir da disciplina “Ensinando em Ambientes Virtuais 1″ da Pós-Graduação da Faculdade de Educação da USP, ministrada pela Profa. Dra. Vani Kenski. O nome do grupo foi a primeira tarefa sugerida pela professora aos alunos do curso “Ensinando em Ambientes Virtuais”, parte deles já com experiência em ensino e projetos on-line, como o “Nós”.

A palavra “Nós” surgiu da ativação das inteligências reunidas em grupo para designar aquelas pessoas que passavam a constituir uma rede – nós como pronome na 1ª pessoa do plural do caso reto e como pontos de ligação. Ao final do curso, parte da atual formação procurou “Nós” espalhados por outros agrupamentos da disciplina para constituir esta rede.

Os “Nós” de hoje, agora associados à Cidade do Conhecimento, da USP, desejam se expandir pelo ciberespaço para investigar e propor formas de ativar a inteligência coletiva de outros agrupamentos.  Sua ecologia preferida são os contextos educacionais, embora esteja aberto a outros.

Gostaríamos de registrar, neste início de caminhada, nossos agradecimentos especiais à Profª Dr.ª Vani Kenski, por ter proporcionado a formação do Grupo em sua disciplina e a convivência em uma verdadeira comunidade virtual de aprendizagem, a partir de uma visão emancipadora de Educação.  Da mesma forma, ao Prof. Dr.  Gilson Schwartz, pelo acolhimento na Cidade do Conhecimento e  confiança no Grupo Nós neste início de jornada intelectual.

Queremos agora convidá-los não apenas para serem nossos leitores, mas sim colaboradores e “nós” dessa teia de inteligência que começamos a tecer agora.

Até breve!

Grupo Nós

BlogBlogs.Com.Br

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