Connexions, o remix de conteúdos educacionais.

Nesta palestra (legenda em espanhol), Richard Baraniuk, professor da Rice University, explica a visão por trás do Connexions, um sistema educacional que tem por objetivo permitir que professores criem, compartilhem e façam o remix de conteúdos educacionais para criar cursos, livros e relatórios.

Connexions é um excelente exemplo de tecnologia molecular, termo sugerido por Pierre Lévy para denominar as tecnologias que permitem o controle da mensagem bit por bit, ao contrário das tecnologias molares (TV, jornal, rádio…) onde o controle da mensagem é central.

Entre as principais vantagens da utilização do Connexions, destaco:
a) a possibilidade do professor criar livros e relatórios personalizados para suas disciplinas;
b) estabelecer links e evidenciar relações ocultas com temas de outras disciplinas;
c)otimização da inteligência coletiva;
d) reduzir custos de produção pela eliminaçao de intermediários (para uma boa discussão sobre produção colaborativa ver o livro de The Wealth of Network, de Yochai Benkler);
e) atualização instantânea e sem custo;
f) suporte para a criação de conteúdos abertos (open educational content), aproximando a Educação com a cultura livre (ver Cultura Livre,  de Lawrence Lessig).

José Erigleidson

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4 mulheres em uma sala do 3º andar

Quatro mulheres, computador, projetor e um “pequeno” desafio: “o que é comunicação?”

Como se não bastasse responder sobre o complexo tema, ainda precisávamos explicitar as atividades da comunicação que exercíamos e que seriam desenvolvidas nos próximos dez anos.

Simples, não? Falta apenas um detalhe: tudo isso em um único parágrafo.

(…)

Mas mulher é bicho forte e como tal, nos pusemos a pensar.
Foi uma experiência ímpar e por isso a registro.
Claro que já havia vivido outras, mas por meio dessa consegui visualizar (após vivenciar) características da inteligência coletiva a que Pierre Lévy se refere.

A mobilização daquelas quatro inteligências envolveu nossos conhecimentos técnicos, teóricos, nossas experiências e sensibilidades em tamanha profundidade que poucas vezes vivi. A inteligência está distribuída por toda a parte, o saber não é nada além do que as pessoas sabem. Cada uma sabia um pouco, juntas sabíamos muito.

Complementávamos umas às outras, em um autêntico processo colaborativo, no qual todos estão imersos em uma só ação. Nossos saberes individuais cresciam, a partir do saber compartilhado. Quando o conhecimento se distribui, aumenta.

Nossas competências foram fortemente animadas porque conseguimos identificá-las e reconhecê-las em toda sua diversidade.

  • Na era do conhecimento, deixar de reconhecer o outro em sua inteligência é recusar-lhe sua verdadeira identidade social, é alimentar o ressentimento e sua hostilidade, sua humilhação, a frustração de onde surge a violência.

Nossos saberes eram articulados em tempo real, o que nos permitia interagir em uma paisagem móvel de significações, mas fora do ciberespaço a que Lévy destaca como lócus privilegiado para a comunicação humana em nosso tempo. Neste caso, estávamos territorializadas, em uma sala do terceiro andar.

E dessa construção coletiva, que certamente não esqueceremos tão cedo, saímos valorizadas e identificadas de um modo novo e positivo,

cinco horas depois, com o parágrafo mais complexo e bonito que já construí colaborativamente.

Jaciara de Sá Carvalho

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